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quinta-feira, 21 de julho de 2011




por  GARY CARPENTER


Como Deus Prospera os Crentes
Não é difícil para a maioria de nós compreendermos como Deus prospera seus servos que estão no ministério em tempo integral. Tanto na antiga quanto na nova aliança, os ministros de tempo integral eram supridos pelas ofertas do povo.

Veja alguns versículos que falam sobre isso no novo testamento:
Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho. (1 Co 9:14)
 Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas,
 mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; Que façam bem,
 enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis. (1 Tm 5:17,18)
 Quando o Senhor chamou a mim e à Sue para o ministério integral, Ele nos deu instruções muito incomuns. Ele nos
disse o seguinte:
“Não peçam ofertas nos seus cultos. Não vendam os ensinos. Enviem tudo gratuitamente e não adicionem um envelope para ofertas.
Nunca permitam que alguém saiba das suas necessidades. Eu sou a sua Fonte! Se vocês obedecerem a essas instruções, Eu tocarei o coração das
pessoas que escolher para suprir vocês e as necessidades do ministério”.
Seguimos Suas instruções à risca, e Ele foi fiel: as pessoas ouviram em seus corações e começaram a nos enviar
ofertas voluntariamente. É difícil descrever a nossa gratidão ao recebermos esses presentes financeiros de pessoas preciosas
que ouviram a voz de Deus e a obedeceram. Meu coração desejava muito vê-las prosperar. Eu já tinha ouvido todos os
ensinos conhecidos sobre como Deus prospera os crentes. No geral, todos se resumem ao seguinte: “Quanto mais você der a
Deus, mais Ele o prosperará”.
 O Senhor me disse que se eu quisesse entender como Ele realmente prospera os crentes, deveria estudar o livro de
Filipenses. Comecei a ler a epístola inteira repetidas vezes enquanto orava suavemente em línguas. Aprendi que a maior parte
dos erros no corpo de Cristo vêm quando os versículos são tirados do contexto, e a partir deles é formada uma doutrina
inteira. Para preparar o seu espírito para meditação “dia e noite” é preciso encontrar o início e o fim de um assunto, para
poder passar a mensagem inteira pelo seu espírito. Quando você está lidando com livros pequenos, como o livro de Filipenses,
é melhor simplesmente lê-lo inteiro para que seu espírito seja alimentado do produto bruto da Palavra, a fim de que o Espírito
Santo use-o para lhe ensinar a verdade ali contida.
 Descobri que os crentes de Filipos eram cristãos comuns que passavam a maior parte de seu tempo nos afazeres do
dia a dia. Quando Paulo pregou o evangelho para eles pela primeira vez, disse que estavam numa condição de grande pobreza.
No entanto, quando esses mesmos crentes aprenderam sobre a “graça de Deus” com relação às suas finanças, passaram a ser
os principais mantenedores de Paulo. Ele disse que  sua profunda pobreza acabou “abundando em riquezas  da sua
generosidade”.
Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da macedônia; Como em muita
 prova de tribulação houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas
 da sua generosidade. (2 Co 8:1,2)
 Devo admitir que demorou para que eu percebesse que os “macedônios” a que Paulo se refere em 2 Coríntios eram as
igrejas de Filipos. Essa é a vantagem de ler um livro várias vezes. Em uma das minhas visitas ao livro de Filipenses, esse
versículo simplesmente “saltou” da página:
E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da macedônia, nenhuma
igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente. (Fp 5:15)
 Quando vi “macedônia” nesse versículo, logo me perguntei se eram as mesmas pessoas mencionadas por Paulo em 2
Coríntios. Então, pedi ao Espírito Santo que me desse outra “prova” de que isso era verdade; Ele me lembrou do seguinte
versículo:
E dali para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia, e é uma colônia; e estivemos alguns
 dias nesta cidade. (At 12:12)
 Foi aí que encontrei o que procurava, pois em 2 Coríntios Paulo disse que essas pessoas passaram de uma “profunda
pobreza” para uma “generosidade abundante”. E eu queria saber como Deus pega um grupo de pessoas e derrama Sua graça
sobres elas, prosperando-as. Note que em 2 Co 8:1 Paulo disse que a “graça de Deus” foi fundamental para causar mudança 2
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financeira. Meu entusiasmo continuou a crescer ao passar mais tempo meditando no livro de Filipenses. A resposta de como
Deus fez isso tinha que estar lá em algum lugar.
 Continuei orando e meditando no livro de Filipenses, e o Espírito Santo foi chamando minha atenção a  outros
versículos que não faziam sentido para mim. Cada vez que eu os lia, parecia que recebia um “cutucão” no meu espírito, como
se lá houvesse um tesouro escondido. 
E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, Para que aproveis
 as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo. (Fp 1:9,10)
 Para entender melhor o que Paulo estava dizendo, resolvi procurar certas palavras desses versículos no dicionário
grego. Aqui estão elas, seguidas de suas definições:
Ciência = Epignosis = Total conhecimento, participação maior do conhecedor sobre o objeto conhecido, de modo que ele
seja mais poderosamente influenciado.
Conhecimento = Aisthesis = Percepção, discernimento.
Aprovar = Dokimazo = Aprovar após testar. Usado especialmente com relação a materiais. Moedas eram provadas, testadas
pelo fogo para confirmação de sua preciosidade.
Excelente = Diaphero = Diferente, o melhor.
Sincero = Eilikrines = Genuíno, puro {decidido}.
Escândalo = Tropeço, ou que faz tropeçar.
 Depois de muitas horas de meditação e oração no espírito, tendo em mente o contexto da carta inteira, o Senhor me
deu a seguinte paráfrase do versículo 9 e 10:
 “Oro para que na medida em que o seu amor por Jesus cresça, você passe a conhecê-Lo melhor. Você entenderá o que Ele está fazendo na
terra e se tornará ainda mais participante dos Seus planos, propósitos e buscas. A própria mente de Cristo passará a ter maior influência sobre
todas as áreas da sua vida. Sua aproximação Dele resultará em mais discernimento sobre no que deve se envolver ou não. Você será capaz de testar
muitos planos com a mesma mente (processo de raciocínio) de Jesus, para determinar qual possui o maior potencial para cumprir Seus planos nessa
terra. Através desse processo você permanecerá sincero, genuíno, puro e decidido a servir a Jesus, não a Mamom. Essa pureza e decisão salvarão você
de qualquer tropeço no modo de pensar do mundo (o engano das riquezas e o desejo por outras coisas), e salvará outros do tropeço também”.
 Note que essa oração vai além de qualquer “fórmula” que é normalmente ensinada sobre como prosperar no Reino
de Deus. Dar e receber é importante, mas o Senhor me disse que está mudando a mentalidade da Igreja de “fórmula a um
relacionamento verdadeiro” quando se trata de prosperidade. Olhe como essa oração está em concordância com isso. Paulo
ora para que o “amor deles por Jesus” aumente. Assim, eles passarão a “conhecê-Lo” cada vez melhor. Na medida em que eles
conhecem Jesus e mantêm um relacionamento com Ele, começarão a entender Sua mente e Seu plano para suas vidas. E ao
conhecer essas coisas, eles poderão tomar as decisões corretas com respeito a todos as situações da vida... no que devem se
envolver ou não. Através desse método, o próprio Jesus estará guiando seus passos, para prosperá-los “individualmente” de
acordo com Seu plano para cada pessoa.
 Isso requer RELACIONAMENTO & COMUNHÃO... NÃO FÓRMULAS! Quando o próprio Jesus dirige os seus
passos pela liderança do Espírito Santo, Ele pode prosperar você sem que você seja dominado pelo modo  de pensar do
mundo, que normalmente é cheio de ganância, engano das riquezas e desejo por outras coisas. São essas características que
muitas vezes fazem com que os cristãos mais sinceros tropecem quando começam a prosperar. Jesus deseja que Seus irmãos
prosperem, mas não quando isso põe em risco o relacionamento com Ele! Lembre,
 
Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e
 desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. (Mt 6:24)
 É por isso que nos meus ensinos sobre o Reino das Finanças, Ele me fez enfatizar bastante a importância de passar
muito tempo em adoração, oração no espírito e meditação na Palavra de Deus. O tempo usado para fazer essas práticas é o
que constrói um relacionamento contínuo e aumenta a comunhão com o próprio Jesus! É isso que afina o nosso homem
espiritual, tornando-o sensível à liderança de Jesus através do Espírito Santo. Para desenvolver um relacionamento verdadeiro
com Jesus, é necessário passar tempo com Ele. E a recompensa desse relacionamento é “insondável”. Ele quer que o nosso
relacionamento e comunhão com Ele seja muito mais do que uma mera “fórmula” de dar e receber. É claro que nosso dar e
receber está envolvido, mas nunca será o fundamento da nossa prosperidade. O fundamento da nossa prosperidade é a “graça
de Deus” que Paulo ensinou aos Filipenses e aos Coríntios.
Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para
 que pela sua pobreza enriquecêsseis. (2 Co 8:9) 3
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 Jesus levou nossa pobreza na cruz da mesma forma que levou nossos pecados, nossas doenças e dores. Ele tomou
sobre Si a maldição da pobreza para que todos nós tivéssemos acesso a todas as riquezas do Pai em glória. A obra consumada
de Jesus Cristo é o fundamento de toda a prosperidade no novo testamento... NÃO AS NOSSAS OFERTAS!
 Parece que as pessoas entendem melhor quando explico dessa forma. Todos nós sabemos que precisamos perdoar as
ofensas dos outros contra nós. Amém! No entanto, se eu lhe perguntasse, “É assim que uma pessoa entra no Céu? Quando
perdoa?” Você diria, “Não, uma pessoa é salva porque Jesus levou seus pecados na cruz e ela O recebeu como Salvador e
Senhor”. Isso mesmo! Em outras palavras, colocamos nossa fé na obra consumada de Jesus na cruz quando Ele levou nossos
pecados e recebemos perdão total. A OBRA DELE É O NOSSO FUNDAMENTO! O ato de perdoar é simplesmente uma
extensão do fundamento dessa obra consumada de quando “nós fomos perdoados”. Quando se trata da salvação, todos nós
entendemos,
 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras,
 para que ninguém se glorie. (Ef 2:8,9)
 O mesmo acontece com a cura. Todos sabemos que não somos curados por nossas “obras”. Não podemos “merecê-
las” não importa quantas “boas obras” façamos. Mais uma vez, assim como a nossa salvação, fomos curados pela graça através
da fé na obra consumada de Jesus Cristo quando Ele levou nossas doenças e carregou nossas dores, e pelas Suas chagas fomos
curados.
 No entanto, se cremos nos ensinos atuais, parece que quando se trata da nossa pobreza, o que importa são nossas
“ofertas”... nossas “obras”. Não! Mil vezes NÃO! Pela GRAÇA fomos salvos do pecado. Pela GRAÇA fomos salvos das
doenças. Pela GRAÇA fomos salvos da pobreza. O conhecimento dessa GRAÇA foi o que transformou a “profunda
pobreza” dos Filipenses em “abundância de generosidade”.
 Dar e receber é muito importante, mas não podem se tornar o “fundamento” de nossa prosperidade. Contudo,
muitos de nós estamos entendendo isso às avessas. Quero dizer que muitos de nós pensam que “ofertar” fará com que Deus
nos “prospere”. Não. Ofertamos porque Ele já nos deu acesso direto às riquezas do reino quando Jesus levou nossa pobreza
na cruz. É pela GRAÇA que somos salvos em todos os aspectos da vida. A GRAÇA sempre se refere à obra consumada de
Jesus Cristo na cruz. A OBRA DELE é o nosso fundamento. Todas as nossas ações são resultado do que Ele já fez por nós.
 Foi por isso que Paulo pôde orar pelos seus mantenedores em Filipo,
O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.
 (Fp 4:19)
 Você já se perguntou por que Paulo achou necessário terminar essa bela oração com “por Cristo Jesus”? Por que ele
não disse simplesmente “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória”? PORQUE
A RAZÃO PELA QUAL DEUS PÔDE SUPRIR TODAS AS NECESSIDADES DELE FOI A OBRA CONSUMADA DE
JESUS CRISTO, QUANDO ELE LEVOU A POBREZA DELES NA CRUZ! Jesus levou a pobreza deles por graça, para
que eles sempre tivessem livre acesso à Sua riqueza pela fé.
 As ofertas deles tinham alguma função, então? Claro! Ofertar é uma ação correspondente ao fato de “estar próspero”
da mesma forma que “perdoar os outros” é uma ação consequente de “ter sido perdoado”. A fé verdadeira  sempre requer
“ações correspondentes” para se tornar efetiva. Tiago nos disse;
Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta. (Tg 2:26)
 
 Por isso, é sempre necessário que tomemos cuidado para nunca substituirmos a “graça” por “obras”. Muitos crentes
que estão com dificuldades financeiras se correspondem comigo. Sempre os ouço por bastante tempo para saber o que está no
seu coração, pois “a boca fala do que está cheio o coração”. Quase todas as vezes, não demora muito para que eles enfatizem
como são fiéis nas “ofertas” para a obra do reino. Quanto mais eles falam, mais revelam que sua fé está nas “ofertas”. Até
hoje, nunca ouvi menção do que Jesus fez na cruz, levando toda nossa pobreza. Olhe esse versículo mais uma vez:
 Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para
 que pela sua pobreza enriquecêsseis. (2 Co 8:9)
 O que isso realmente quer dizer? O que nos dá acesso às riquezas? A POBREZA DELE! ATRAVÉS DA POBREZA
DELE! 4
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 Jesus aceitou Se despojar de todas as posses terrenas na cruz. Os soldados até lançaram sortes de suas vestimentas. E
Ele também já havia deixado as riquezas do Céu para vir à terra e se sujeitar à cruz, à pobreza completa. Mas, por quê? Ele
levou nossos pecados para que pudéssemos receber Sua justiça. Ele levou nossas doenças, para que recebêssemos Sua cura.
Ele levou nossa pobreza para que tivéssemos acesso à Sua riqueza ilimitada.
 Quando começo a explicar isso para as pessoas que me ligam ou me escrevem, parece ser um conceito totalmente
novo, como se nunca tivessem ouvido isso antes. Não é surpresa que o diabo tenha sido tão bem-sucedido em tirar a
prosperidade financeira do povo de Deus. Até Satanás sabe que foi pela GRAÇA que fomos salvos, não por obras. Sempre
que ele puder manipular nossos pensamentos para que confiemos em nossas próprias “obras”, ele sabe que seremos excluídos
da GRAÇA, pois ela só pode ser acessada por FÉ. Fé em quê? Fé na obra consumada de Jesus Cristo na cruz.
 Então, como devemos proceder? Se você é um crente  ofertante que ainda tem dificuldades financeiras, a primeira
coisa que eu sugiro é começar a semear 2 Co 8:9 no  seu espírito, falando esse versículo repetidas vezes. Confessei esse
versículo centenas de vezes, literalmente, até que  ele se tornou verdade para mim. Eu queria plantar essa semente tão
profundo em mim, para que eu nunca mais pensasse que “ofertar” era o fundamento da minha prosperidade. Então, eu ainda
oferto? Mais do que nunca! Quando tirei a minha fé das “minhas ofertas” e a coloquei na “obra Dele” na cruz por mim, não
demorou para que as minhas finanças prosperassem. A mesma GRAÇA que levou os Filipenses da “profunda pobreza” à
“generosidade abundante” começou a operar em mim também. Mas isso não foi através de uma “fórmula”, como o próximo
parágrafo explicará.
 Em segundo lugar, da mesma forma que você adora o Senhor como seu Salvador, e da mesma forma que você adora
o Senhor como sua Cura, comece a adorá-Lo como seu Provedor. Foi a obra Dele que abriu as fontes ilimitadas do Pai para
você. As suas ofertas são apenas ações correspondentes à obra já terminada. Nos seus momentos de adoração, dê-Lhe graças
por Ele ter levado sua pobreza para que você tivesse acesso às Suas riquezas. Confesse que Jesus é o seu Provedor. Ele
realmente é!
 Em terceiro lugar, além dos momentos de adoração, não deixe de passar bastante tempo orando no Espírito. Essa é
uma das principais formas pela qual sua “comunhão”  com o Senhor se torna mais íntima e pessoal. O Espírito Santo
começará a revelar a mente e o plano de Cristo para a sua vida. Ele começará a lhe mostrar no que “deve se envolver ou não”.
Você verá que tomará decisões que estão muito mais alinhadas ao plano de Cristo para VOCÊ... VOCÊ!
Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos
 conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. (1 Co 2:12)
 “Gratuitamente” se parece muito com GRAÇA, não é?  Pela GRAÇA de nosso Senhor Jesus Cristo você recebeu
“livre acesso” a todas as riquezas do Pai em glória. O Espírito Santo foi enviado para que você “conhecesse” essas coisas. Ele
trará a mente, os planos e instruções do Senhor Jesus Cristo para você, na medida em que você estiver em comunhão com Ele.
DEUS O ABENÇOE!
Gary e Sue Carpenter

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Marty Blackwelder 


ATIVANDO A ALEGRIA DO SENHOR

 

TRANSFORMANDO FRACASSOS EM VITÓRIAS PERMANENTES 


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domingo, 3 de julho de 2011



GARY CARPENTER
Isaque Semeou Durante a Fome


Eu estava orando no Espírito há quinze horas, quando ouvi o Espírito dizer claramente: “E semeou Isaque naquela
mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o SENHOR o abençoava”.

 Talvez você tenha sido ensinado que essa passagem significa: oferte mais quando as coisas estão difíceis. Mas não foi
isso que Isaque fez! Ele semeou na terra durante a seca. O equivalente seria comprar ações durante um período de recessão.

No passado, isso tornou essas pessoas ricas. 
 Quanto mais eu meditei nessa frase e orei, mais esse pedaço começou a fazer parte do quebra-cabeça relacionado à
exaltação financeira. Se a lição por trás da semeadura de Isaque era nos ensinar a ofertar mais a Deus, teríamos visto Isaque
construindo um altar e sacrificando animais, assim como seu pai Abraão.
 Não havia um templo, então essa era a única forma  disponível para ofertar a Deus. Ou então, Isaque poderia ter
tentado encontrar Melquizedeque para lhe dar ofertas. No entanto, a lição dessa passagem não se trata  de ofertas maiores.
Deus teve uma razão para querer abençoar Isaque materialmente, e fez com que ele semeasse uma semente natural na terra
natural.
 Outro exemplo desse princípio foi quando Deus quis exaltar Faraó como o líder mais poderoso na terra. Ele não
instruiu José a lhe dizer, “O que você precisa fazer Faraó, é dar grandes ofertas a Deus”. Não foi assim. Para exaltá-lo
materialmente, Deus utilizou meios materiais e informações sobrenaturais.
 Deus deu a Faraó um sonho que continha “informações confidenciais” sobre o futuro da provisão da região em sua
posse. José lhe deu a interpretação que tinha o plano de Deus, “Ajunte o que sobrar durante os sete anos de fartura”.

 (É interessante notar que devido ao excesso de sobras disponível, esse período de ajuntar por sete anos não teria gerado nenhum
lucro em um mercado comum. É por isso que muitos “experts” em economia da época acharam a ideia de Faraó uma
loucura.)
 O resto do plano de Deus era, “Venda durante os sete anos de falta”. (Já que Faraó tinha dominado o mercado, os
lucros foram imensos. O que aconteceu foi exatamente o oposto. O princípio é comprar (investir, semear) quando outras
pessoas não o farão, e depois venda quando todos só possam comprar de você. Assim, você poderá estabelecer o preço que
quiser.)

O PLANO DE DEUS

 É importante lembrar que isso não é uma fórmula. Ouvir a voz de Deus e fluir com Seu plano para cada geração é
crucial. A fome estava dominando Canaã durante os dias de Isaque, assim como dominou nos dias de seu pai Abraão.

 Não foi à toa que ele pensou, “Estamos passando necessidade. Meu pai Abraão fugiu para o Egito durante a fome e Deus o abençoou lá. Se eu fugir para o Egito, Deus também me abençoará”.

 Isaque estava seguindo os passos de seu pai quando o Senhor apareceu para ele na cidade de Gerar. Se você olhar em
um mapa na época da geração de Isaque, verá que Gerar é a última cidade em Canaã antes do Deserto de Sur na estrada entre
a nação dos filisteus e o Egito.

 Até aquele momento, Isaque estava seguindo uma fórmula. Mas quando o Senhor apareceu para ele, Ele disse que não
queria que Isaque fosse ao Egisto, mas que ficasse  em Canaã, pois o Senhor o abençoaria lá (onde a fome dominava). O
Senhor estava fazendo algo diferente para Isaque, e era importantíssimo que ele seguisse esse plano. O mesmo se aplica a
todas as gerações.

COMO ISAQUE COLHEU CEM PORCENTO NA FOME?

 Perguntei muitas vezes ao Senhor como ele fez as plantações de Isaque crescerem durante a fome, enquanto todo o
resto da terra estava seco. Não havia chuva, e obviamente era essa a razão da fome. “Senhor, Você fez  chover apenas nas
plantações de Isaque? Ou você as fez crescer milagrosamente sem chuva? O que Você fez?”

 Sei que o Senhor pode fazer qualquer milagre que quiser, mas a falta de explicação na Bíblia sobre como as plantações cresceram me intrigava. Geralmente a Palavra não deixa detalhes de fora quando se trata dos milagres de Deus. Ela é muito ousada quando diz, “e a vara de Aarão floresceu, ou a água do rio se tornou sangue, etc”. Mas referente ao crescimento da plantação de Isaque, ela diz,  E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas,
porque o SENHOR o abençoava. (Gen. 26:12)

 Não há nenhuma dica sobre como esse milagre aconteceu durante a fome. Mas um dia, eu estava orando muitas horas
no Espírito e o Espírito Santo chamou minha atenção às muitas menções em Gênesis das vezes que Isaque cavou poços.

E tornou Isaque e cavou os poços de água... Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um
poço de águas vivas. (Gen. 26:18,19)
Então cavaram outro poço... E partiu dali, e cavou outro poço. (Gen. 26:21,22)
Então edificou ali um altar, e invocou o nome do SENHOR, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram
ali um poço. (Gen. 26:25)
E aconteceu, naquele mesmo dia, que vieram os servos de Isaque, e anunciaram-lhe acerca do negócio do poço,
que tinham cavado; e disseram-lhe: Temos achado água. (Gen. 26:32)

Eu não sabia o que fazer com tudo aquilo, mas, de repente entendi: As sementes de Isaque deram fruto durante a
seca, pois ele introduziu uma nova tecnologia na terra dos filisteus. ELE IRRIGOU SUAS PLANTAÇÕES COM A ÁGUA
DOS POÇOS!

 É por isso que a Bíblia não menciona como Deus fez esse milagre, porque, na realidade, não foi um milagre no
sentido de uma intervenção sobrenatural nas leis naturais da terra – embora Deus pudesse ter feito assim se quisesse.
 Então, como Isaque teve essa ideia? Mais uma vez, depois de muita oração, o Espírito Santo não só respondeu essa
pergunta, mas uma outra indagação que eu tinha há quase quinze anos:

POR QUE FOI A VONTADE DE DEUS QUE ABRAÃO FOSSE AO EGITO?
 Na Palavra de Deus, o Egito sempre simbolizou o mundo. Repetidas vezes somos instruídos na Palavra de Deus a não
recorrer ao mundo, ou depender dele para nosso livramento quando as coisas estão difíceis.

 No entanto, parece que foi
exatamente o que Abraão fez durante o período de fome.

 Nunca ouvi um pregador ou mestre dar uma boa explicação para essa suposta contradição referente à Abraão. Ele foi
ao Egito durante a fome e Deus abençoou a ponto de voltar para Canaã como um homem rico. Parece que isso contradiz
todos os outros ensinos na Palavra de Deus sobre depender dos sistemas terrenos. Mas graças a Deus pelo Espírito Santo,
nosso Mestre.

 Lembre que não é através de uma fórmula que prosperamos, mas sim, quando encontramos e seguimos o plano de
Deus para cada geração. Deus quis que Abraão fosse ao Egisto, pois queria que Abraão visse algo lá.
 Note que durante todos esses períodos de fome, o Egito quase sempre produziu em excesso. Por quê? O Egito é uma
terra muito árida e raramente recebe chuva suficiente para produzir boas colheitas. Os egípcios já haviam dominado a arte da
irrigação.
 A terra egípcia era abençoada pelo rio Nilo, que possui águas profundas nas montanhas da África. A seca no Egito
não afetava o Nilo, pois sua fonte fluía da África.
 Deus queria que Abraão observasse como os egípcios irrigavam suas plantações. Ou seja, enquanto Abraão estava no
Egito, ele teve a oportunidade de observar os “truques” da tecnologia de irrigação de plantações em terra árida. Tenho certeza
que Abraão achou tudo isso interessante, mas essa tecnologia não podia ser aplicada na terra de Canaã. Afinal, ela não tinha o
rio Nilo e certamente não se pode usar água salgada do mar Morto ou do oceano.
 Em algum momento enquanto Isaque estava crescendo, ele deve ter perguntando ao seu pai, “Como é o Egito?” Ao  contar-lhe sobre os costumes diferentes, provavelmente Abraão descreveu como suas plantações eram irrigadas com o Nilo, em vez de depender da chuva. Essa informação foi armazenada na mente de Isaque para o futuro.
ADAPTANDO A TECNOLOGIA
 
 Isaque cresceu e tinha sua própria família. A fome dominava a terra e o Senhor “apareceu” para ele na cidade de
Gerar e lhe disse que não deveria ir ao Egito como seu pai havia feito. A promessa foi a seguinte: 3

E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por isso foi Isaque a Abimeleque, rei dos
filisteus, em Gerar. E apareceu-lhe o SENHOR, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te  disser;
Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e
confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; E multiplicarei a tua descendência como as estrelas
dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra;
Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as
minhas leis. (Gen. 26:1-5)
 
 Essa era a vontade de Deus para Isaque, e ele escolheu segui-la. O Senhor lhe disse que o abençoaria em sua terra; no
entanto, tudo estava seco, não havia chuva. Naquele momento os rios já tinham secado, ou estavam baixos, impedindo uma
irrigação como Abraão havia contado sobre o Egito.
 Isaque teve fé como seu pai e soube que o Senhor não mentiria, pois o que Ele prometeu era capaz de cumprir. Ele
deve ter pensado mais ou menos assim, “Sei que Deus vai me abençoar aqui, pois Ele prometeu. Preciso de água para a minha
plantação. Não há chuva e os rios secaram...”
 E então ele teve a ideia, “Deve haver água subterrânea disponível. Posso irrigar as plantações com a água de poços”.
Ele adaptou a alta tecnologia da época às condições existentes em Canaã e somente as suas plantações cresceram. Lembre,
Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos. (Prov. 8:12)
Devido a essa ideia de Deus, Isaque não só tinha comida suficiente para a sua família, como uma grande abundância
para vender aos filisteus. Sua prosperidade começou a crescer rapidamente quando a riqueza dos filisteus passou a ser
transferida a ele.
 Aliás, ele se tornou tão rico e poderoso que o rei disse que sua casa era mais poderosa que toda a nação dos filisteus e
que buscavam paz com eles. Você não precisa ser um gênio para prosperar. A única coisa necessária é ter uma ideia de Deus, e
colocá-la em ação.
COMO ISAQUE PROSPEROU DURANTE A FOME?
1. Isaque encontrou o plano de Deus.
2. Isaque ouviu Deus.
3. Isaque obedeceu à voz de Deus.
4. Isaque quebrou a tradição de seu pai.
5. Isaque adaptou a sabedoria de gerações anteriores às suas circunstâncias (a fome em Canaã).
6. Isaque foi ousado e fez algo inédito (irrigação de poços de água).
7. Isaque superou a resistência (lutou pelos seus poços).
8. Isaque perseverou e não se desanimou com a resistência.
9. Isaque se recusou a entrar em contenda com os que se opuseram a ele.
 Resumindo, Isaque teve que crer no que Deus disse. Nesse sentido, ele seguiu os passos de fé do seu pai Abraão.
Poderíamos dizer, “Isaque creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça”. Ele também teve que crer que o que Deus
prometeu, era capaz de cumprir. Deus prometeu que se ele permanecesse em Canaã, em meio à fome, Deus o abençoaria lá!
Tenho certeza que no natural isso parecia impossível, mas Isaque creu.
 Note que em Gênesis 26:5, o Senhor lembrou Isaque a razão pela qual pode abençoar Abraão: ele obedeceu à Sua
voz! Ele estava dizendo a Isaque que fizesse o mesmo. De todas as pessoas na terra, Isaque conhecia o poder da Palavra de
Deus, ELE EXISTIA APENAS PORQUE ABRAÃO E SARA CRERAM NA PALAVRA DE DEUS!
 Não há dúvidas de que Abraão e Sara contaram ao pequeno Isaque o milagre da sua concepção e nascimento. Ele
sabia que era produto da fé de seus pais na Palavra de Deus. Com certeza ele pensou, “Se Deus me gerou pela Sua Palavra, Ele
me sustentará pela Sua Palavra”.
NÓS DEVEMOS PENSAR O MESMO! TODOS NÓS FOMOS GERADOS PELA PALAVRA DE DEUS!
Sendo de novo gerados, não de semente corruptível,  mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que
permanece para sempre. (1 Pe. 1:23) 4
JÁ QUE DEUS NOS GEROU PELA SUA PALAVRA, CERTAMENTE  ELE NOS SUSTENTARÁ PELA SUA
PALAVRA!
Uma vez que Isaque decidiu obedecer a voz do Senhor e permanecer em Canaã onde havia fome, quais foram os
princípios que ele seguiu em sua fé para receber a promessa de Deus? O que ele fez?
 A situação dele se parece muito com a minha e da minha esposa, Sue, quando ouvimos a voz do Senhor para
entrarmos no ministério período integral – mesmo sem nenhum meio visível de provisão financeira. Parecia que estávamos na
“terra da fome”. Tudo o que eu conseguia fazer era adorar a Deus, lembrando-Lhe da Sua Palavra através da confissão durante horas, todos os dias.
 Penso que Isaque não deve ter feito nada muito diferente. Ele tinha uma família, servos e gado para sustentar. Todos dependiam dele como cabeça da casa. Quando ele disse que obedeceria a Deus, permanecendo na terra da fome, pois Deus
lhe havia dito que o abençoaria lá, certamente alguns pensaram que ele havia enlouquecido. Quando a decisão foi tomada de ficar em Canaã, a única coisa que Isaque podia fazer era adorar a Deus, lembrando-Lhe da Sua Palavra,  “Eu o abençoarei
aqui”.
A ADORAÇÃO JOGA A BOLA NA MÃO DE DEUS!
 Isaque fez sua parte; obedeceu a Deus e permaneceu na terra da fome. Então, levantou sua cabeça para Deus e o adorou, confiando que “o que Deus prometeu, ele é capaz de cumprir”. Isso pôs a responsabilidade da bênção inteiramente
nas mãos de Deus. Isaque estava firme na Palavra, e era responsabilidade de Deus cumpri-la.
 Nesse caso, Deus manifestou Sua Palavra de bênção a Isaque, dando-lhe uma ideia que nenhum homem havia tido antes. Isaque conhecia a irrigação através de rios, pois Abraão lhe havia contado sobre ela quando peregrinou ao Egito. No entanto, ninguém jamais havia pensado em irrigar plantações através da água de poços até que Deus transferiu essa sabedoria ao coração de Isaque. Foi uma “Palavra de Conhecimento” vinda direto da mente de Deus para Isaque.
AGORA A BOLA ESTAVA NAS MÃOS DE ISAQUE!
 Quando você recebe uma “Palavra de Conhecimento” e/ou instruções do Senhor, é sua responsabilidade de AGIR!
Deus não cavou poços para Isaque. Ele teve que fazê-lo. Note a comunicação recíproca nesse caso. Comunicação requer
RELACIONAMENTO, não FÓRMULAS! Deus falou com Isaque. Isaque obedeceu, adorou a Deus e confiou em Sua
Palavra até receber a Palavra de Conhecimento. Então, Isaque agiu.
 É imprescindível perceber a resistência que veio através dos filisteus, ao impedirem os poços de água. No entanto,
Isaque perseverou, continuando a agir na Palavra de Conhecimento que Deus lhe havia dado. Isaque perseverou até receber a
bênção. Ele já conhecia o segredo da perseverança na Palavra de Deus através de seu pai Abraão.
Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo,
Dizendo: Certamente, abençoando te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei. E assim, esperando com
paciência, alcançou a promessa. (Heb. 6:13-15)
 Isaque realmente seguiu os passos de seu pai Abraão. Ele prosperou através de um RELACIONAMENTO
verdadeiro... NÃO FÓRMULAS!
DEUS O ABENÇOE!
Gary e Sue Carpenter

domingo, 26 de junho de 2011

Gary Carpenter, chamado para a oração, ensino e Reino das Finanças, junto de sua esposa, Sue, dedica todo seu ministério a surprir as necessidades espirituais do povo de Deus, encorajando a todos a terem um relacionamento mais profundo e íntimo com o Senhor. Através da distribuição gratuita de seus ensinos na Internet, o objetivo principal desse mestre da Palavra é ajudar no crescimento espiritual e edificação de cada cristão.



GARY CARPENTER  

De Fórmulas a um Verdadeiro Relacionamento 

 Você já ouviu a frase, “uma palavra de Deus pode mudar sua vida para sempre?” Isso é verdade. Jamais esquecerei o
dia 2 de maio de 1996. Algo aconteceu durante meu primeiro ano de ministério integral com minha esposa Sue. Estávamos
obedecendo da melhor maneira possível a tudo o que o Senhor havia nos dito para fazer, mas, no entanto, tínhamos grandes
dificuldades financeiras. Eu sabia que essa não era a vontade perfeita Dele para nós; no entanto, parecia impossível sair
daquele “estágio de sobrevivência”, com relação à prosperidade.
 Naquela época, eu estava “servindo” o Senhor, mas não O “conhecia” muito bem. Consequentemente, não conhecia
meu Pai celestial tão bem. Meu relacionamento com o Pai era mais de “desempenho”. Ou seja, eu tinha um relacionamento
baseado em “fórmulas” com meu Pai. Eu achava que se fizesse “isso”, Ele faria “aquilo”.
 Devido às nossas necessidades financeiras, eu pensava diariamente em “como fazer Deus suprir o que me falta”. Eu
segui todas as fórmulas que havia aprendido com relação à prosperidade financeira no reino. Mas glória a Deus pelo Espírito
Santo! Ele veio em meu auxílio após um período de oração em línguas e disse, “Isso nunca passou pela cabeça de Jesus: O que
devo fazer para que o Pai supra as minhas necessidades?”
 Para mim, essa frase foi incrível, pois naquele momento parecia que todos os meus pensamentos estavam
TOMADOS por essa pergunta, “O que devo fazer hoje para que o Pai supra as minhas necessidades?” Então, perguntei ao
Espírito Santo, “Se Jesus nunca pensou isso, o que Ele pensava?” O Espírito Santo respondeu, “Ele cria que era filho de seu
Pai e herdeiro de tudo o que Ele tinha”.
 Eu não havia percebido naquela época que essas duas frases iriam mudar minha vida para sempre. A única razão das
minhas dificuldades financeiras no reino de Deus estava baseada nesse simples fato: Eu não conhecia a revelação da “condição
de filho”. Eu ainda me considerava um “intruso”, buscando receber bênçãos de Deus através do meu desempenho.
 Veja isso da seguinte forma: existe uma grande diferença entre a condição de um funcionário de um homem rico e o
filho deste homem. O relacionamento do funcionário, em termos financeiros, com o homem rico tem base em seu
desempenho. Já o relacionamento financeiro do filho tem base em sua “herança”. O funcionário recebe “honorários” de
acordo com seu trabalho. O filho recebe livremente de sua herança, pois o homem rico é o seu PAI!
 Apenas através da graça, com a obra completa de Jesus Cristo, o Pai nos adotou em Sua família. Ele nos fez “coherdeiros” com Jesus Cristo. Temos uma grande herança esperando por nós; e os ensinos nessa seção estabelecem um
fundamento sólido para ajudá-lo a se apropriar dela.

DEUS O ABENÇOE!
Gary e Sue Carpenter

domingo, 19 de junho de 2011

DAVE ROBERSON



Jesus disse que aquele que constrói sua casa na rocha, jamais será abalado pela tempestade. Ele comparou essa pessoa a alguém que não só ouve, mas pratica as Suas palavras. Nesta carta, o Pr. Dave explica quais são as palavras a que Jesus se refere, ao ensinar que não devemos tirar versículos fora do seu contexto. Jesus nos instrui a amar nossos inimigos e tratá-los bem, pois ao fazer isso, deixamos a porta da salvação aberta para os perdidos, tirando do diabo o poder de nos destruir. Ao final, Deus nos retribuirá com uma boa medida, recalcada, sacudida e transbordante! fonte: http://www.minamd.org.br/

DAVE ROBERSON

Geralmente, no fim de um ano, as pessoas se preparam e se encorajam para começar o ano novo com mudanças. Se eu fizesse uma “promessa” para o Ano Novo, me comprometeria a fazer o tipo de mudança que faria com que as pessoas recebessem mais do amor de Deus. Sei por experiência própria, que com uma promessa como essa, eu não só poderia fazer mudanças importantes em minha vida, mas também ajudaria outros a serem transformados.
Quando continuei buscando mais mudança, descobri um dos ensinos mais poderosos sobre o relacionamento direto entre as bênçãos de Deus e a forma com que tratamos as pessoas. Essa revelação veio através de Lucas 6:38, onde Jesus diz:
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.
Sei o que você deve estar pensando: Todos sabem que Lucas 6:38 é o versículos que ministros usam para receber ofertas e arrecadar
dinheiro. Mas, por favor, acredite quando digo que esse versículo não está falando somente sobre ofertas em uma assembléia; ele fala sobre muito mais do que isso. Esse versículo afetou minha vida como todo versículo, tanto que tenho certeza de que um dos pesadelos do diabo é que descubramos o que ele significa, fazendo com que andemos na verdade.
Em primeiro lugar, precisamos entender que Jesus ensinava assuntos completos, e cada escritura é um pensamento – uma pincelada – que culmina na obra terminada. Daí a importância de saber como não tirar versículos do contexto. De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. (Romanos 10:17) A fé não vem por tirar versículos do contexto, mas por ouvir a Palavra de Deus em seu contexto. Lembre-se de que cada versículo é um pensamento que culmina no ensino completo.
Para entendermos melhor Seus ensinos, Jesus geralmente usava parábolas, que são ilustrações de aplicações espirituais fáceis de compreendermos com nossa mente natural. A fim de entendermos princípios espirituais sobre o governo do Reino de Deus, por exemplo, Jesus usou ilustrações, como os lírios do campo, as aves do céu e o semeador que semeia sementes, pois esses exemplos ultrapassam todas as barreiras culturais; eram descrições comuns do dia-a-dia que podiam ser entendidas por multidões.
Então, vamos ao fim do capítulo 6, onde Jesus concluiu o ensino, ao descrever um andar no espírito tão poderoso e cheio de vitória, que permaneceu firme contra uma grande tempestade.
Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante:
É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada
sobre a rocha.
Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
Lucas 6:47-49
Não é incrível? Jesus disse que o homem que constrói sua casa sobre a rocha não só ouviu Suas palavras, como também as PRATICOU!
Assim, quando esse homem “cavou bem fundo”, deve ter sido dentro da verdade imutável da Palavra de Deus,
quebrando todos os fragmentos de falsa doutrina e ensinos errados, estabelecendo sua casa na rocha de fazer o que Deus diz!
No entanto, note que Jesus não disse que a tempestade não viria. Pelo contrário, Ele afirmou que ela viria. Ele disse que a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha. Essa é a parte que mais gosto. Aquele homem estava  dentro da casa enquanto a tempestade devastava o exterior, tentando entrar!
Há muitos anos, quando comecei a meditar e receber  essa revelação sobre praticar o que Deus diz, sempre me perguntava,  E que palavras são essas às quais Jesus se referia? Não foi preciso voltar muito no capítulo 6 para descobrir. No
versículo 27, Jesus ensinou usando as mesmas palavras do versículo 47: Mas a vós, que isto ouvis, digo...
Fiquei muito animado e pensei: Aqui está; essas são as palavras a que Jesus se referiu, que colocam minha casa na rocha!
Ao continuar lendo além do versículo 27, pensei, Ah não!
Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam.
E ficava cada vez pior! Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.
Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;
E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir.
E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.
Lucas 6:27-31 Então, concluí, Essas são as palavras sobre as quais devo construir minha casa? Ah não!
E caso você pense que deve agir dessa forma apenas para com os crentes – ou seja, aqueles que pagam de voltam,
amam você e são bons –, veja o que Jesus diz nos versículos 32-34:
E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam.
E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo.
E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os
pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.
São nos próximos versículos que Jesus começa a concluir as instruções que estava nos dando sobre como  tratar nossos inimigos. Ele passa a listar os benefícios de praticar Suas palavras e revela por que nossa casa não vai cair.
Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.
Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço;
porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.
Lucas 6:35-38
Demorou para que eu entendesse que nesses ensinos, Jesus estava revelando o coração do Pai. O nível mais alto de fé
em que uma pessoa pode andar é quando se arma com o coração do Pai, na hora de lidar com os que não conhecem Jesus.
Aquele que faz isso é o homem que constrói sua casa na rocha porque DETERMINOU em seu coração que vai obedecer à Palavra de Deus.
Você precisa entender: é muito importante para Deus que você esteja entre Ele e as ovelhas perdidas do Seu aprisco, fazendo o necessário para deixar a porta da salvação aberta, a fim de que Ele a utilize para trazê-las para Si.
Quando você olha para um estádio de futebol cheio de pessoas, quantas você acha que têm vida eterna? Posso lhe dizer quantas: todas! Mas a questão é a seguinte: onde elas passarão a eternidade?
É aí que nós entramos, como as ovelhas salvas do aprisco de Jesus: nosso papel é atingir as que não estão salvas ainda.
Jesus não tem outra forma de alcançá-las. Somos tudo o que Ele tem. É por isso que Ele disse em Lucas 10:2,3: E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara.
Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos.
Por que Jesus não envia, Ele mesmo, os obreiros? Ele ama as ovelhas perdidas de Seu aprisco mais do que nós, então, por que a nossa função é tão importante para Ele?
Porque – como o Corpo de Cristo – somos tudo o que Deus tem. Sem nós, não há ninguém nesse planeta para fazer a Sua vontade. Somos Suas mãos, boca e pés. Aonde vamos, Ele vai.
É por isso que nossa casa nunca cairá se praticarmos as palavras de Jesus e deixarmos a porta aberta para os perdidos:
quando Jesus disse, E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também (Lucas 6:31), Ele não disse que todos nos tratariam como gostaríamos. Não necessariamente. Mas o que Ele disse foi que quando tratamos os outros como queremos ser tratados, Deus é que nos tratará dessa forma! As pessoas podem ser más conosco, mas Deus, não! Ele fará com que tudo isso seja levado em conta, na medida em que você continua operando através do coração
Dele.
Umas das palavras mais poderosas de Jesus estão em  Lucas 6:36:  Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
Veja, a diferença entre misericórdia e graça é que a misericórdia é geralmente o que Deus tem para com um pecador. A graça é o que Ele tem para com um crente.
Para o propósito do ensino, suponhamos que eu e você fôssemos abandonados em nosso planeta, separados de Deus por um grande vazio de morte espiritual, sem saída. Poderíamos ir até a beirada do vazio e implorar para que Deus nos salvasse, mas Ele não poderia, pois não há nada em nós que Lhe permita fazê-lo.
Então, por um ato incrível de misericórdia, Deus envia Seu Filho além daquele vazio da morte espiritual, e o Filho derrama Seu sangue, caso queiramos segurá-lo na beirada do vazio e perguntar, “Agora Você pode nos salvar?”. Deus
responderia, “Sim!”. A misericórdia é que faria Jesus cruzar o vazio, mas a graça é a condição de filho que Ele nos deu quando agimos através de Sua misericórdia.
Aqui vai outro exemplo: digamos que você pega um ladrão no flagra, roubando sua televisão em sua casa  – bem durante um campeonato de futebol. Você pegaria sua espingarda e diria, “Largue a minha televisão!”.
O ladrão diria, “Por favor, tenha misericórdia de mim! Minha família está passando fome; preciso alimentá-la”.
Você, então, responderia, “Pode levar. Alimente sua família”.
Isso é misericórdia. Mas a graça iria além – adotaria o ladrão na família, dando-lhe seu sobrenome e sua herança.
Assim, quando Jesus disse, “Seja misericordioso, como seu Pai é misericordioso”, Ele quis dizer o seguinte: não importa o que lhe custar para segurar o sangue de Jesus diante do ingrato, do ímpio – não importa o que façam com você –
não feche a porta da salvação. Isto porque, quando deixamos os versículos de Lucas no contexto, “Deus lhe restituirá com uma boa medida, recalcada, sacudida e transbordante”. Como Ele fará isso? Ele fará com que os homens “lhe dêem no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”.
Veja, Jesus nos instruiu no versículo 37 a “não julgar”, o que significa se recusar a julgar o pecador por agir de acordo
com sua natureza de pecado. Em vez disso, quando mantemos a porta da salvação aberta, lembrando da misericórdia de Jesus
estendida a nós e da graça de Deus ao nos tornar Seus herdeiros, tiramos o poder do diabo de julgar nossa casa. Tudo o que
diabo pode fazer é enviar tempestades de circunstância, medo e preocupação, mas ele NÃO PODE nos obrigar a aceitar isso.
Jesus, então, disse, “não condene”, e quando nos recusamos a condenar, o diabo não pode condenar nossa casa.
“Perdoe” e o diabo não encontrará ódio através do qual pode operar. “Dê”, e quando o pecador roubar o que você tem, não importa o que lhe custar, Deus promete que sua casa não cairá!
E se o pecador levar meus bens, é melhor que eu lhe dê com boa vontade. Não importa o que ele fizer, manterei a porta da salvação aberta! Deus nos prometeu:
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.
Não existe papel suficiente no mundo para expressar o quanto sou agradecido por você. Minha oração é que você aprenda a operar nos versículos aqui abordados, para carregar o coração do Pai, a fim de que Ele abençoe você com o que tem preparado nos lugares Celestiais. Que este seja o seu ano mais feliz e abençoado!
Foi meu prazer servi-lo da mesa de Deus.
Seu amigo e colaborador,
DAVE  ROBERSON

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