Por Luciana Honorata O Senhor me respondeu e disse: “Escreve a visão, grava-a sobre as tábuas, para que a possa ler até quem passar correndo”. Habacuque 2:2. A Bíblia recomenda: “escreve a visão”, e é esse conselho que me motiva a escrever neste momento. A minha fé, é a de que 2010 será um ano de muita prosperidade bíblica, isto é, em todas as áreas das nossas vidas, conforme o padrão de Deus. Não será um ano de “alvoroços” e discursos vazios, nem de milagres extraordinários que premiam a passividade daqueles que agem como espectadores e só querem ver as coisas acontecendo. Não será tempo de promoção para os que desprezam aquilo que já têm nas mãos e não agem como sujeitos da própria existência. Não, não será. Muito pelo contrário! Será um ano em que os sinais seguirão os que se movimentarem impulsionados pela Palavra de Deus, que se propuserem a mudar as circunstâncias começando de si mesmos, dos seus pensamentos, sentimentos e atitudes. Um ano em que seremos protagonistas de uma história bem-aventurada, aprovada por Deus Pai e confirmada pelo Espírito. Não uma história entediante, em que tudo é previsível, porémcheia de “apesares”, sim! Como toda boa história, em que há dificuldades, mas há superações e finais felizes. 2010 é ano de acreditar na Bíblia como verdade absoluta a ponto de praticá-la, de experimentar na prática o que já é tão falado na teoria. Ano de cessar as palavras vazias de significado e agir com peso de glória. Ano de amar, de edificar, de amparar e incluir. Sei que podemos pensar: “mas todo ano é ano de fazer isso para o cristão!” Mas não temos 2009, nem 2008, nem 2007, eles escorreram por entre os nossos dedos, ficaram para trás, é uma ponte que foi atravessada e destruída, tudo o que temos agora é 2010! Está diante de nós, é nossa chance de melhorar, de crescer, agradar a Deus, reparar os erros e cumprir a visão. Sim, é a nossa chance de arrepender-nos da negligência que demonstramos na visão não cumprida do ano anterior, de retomar os remos do nosso destino, e remar em direção ao planos e propósitos de Deus, não sendo levados pelas marés dos embaraços e pelas correntes de águas das distrações. É ano de TRABALHAR. Não é ano de preguiçosos e escorões, que se apegam na espiritualidade dos irmãos, nas orações da igreja e nos estudos relâmpagos. É pela prática que temos as faculdades exercitadas (Hebreus 5:14), é decidindo todos os dias pensar o que Deus pensa, num esforço e sacrifício racionais que experimentamos a vontade do Pai (Romanos 12.1-2). É ano de largura e de profundidade, por isso que o Espírito aconselha: escreve a visão. Escreva, e não somente isto, mas escreva tão grande que até quem passe correndo veja! Faça um outdoor dos seus planos e metas, daquilo que Deus te falou. Esteja com eles bem diante de seus olhos, todos os dias, e isto te privará da frustração de perder outro ano sendo mais um que lamentará ao final: “quem sabe no ano que vem?” Sem visão, não iremos muito longe. Já se diz por aí que “quem não sabe o que quer não chega a lugar algum”, ou que “pra quem não sabe aonde vai, qualquer lugar serve”, mas nós temos um alvo! Nós sabemos o que queremos e a que viemos a este mundo. NÓS TEMOS UMA VISÃO! Portanto, é o momento de decidir o que queremos, estabelecer uma visão, firmar um propósito no coração e ESCREVER! “Se projetas alguma coisa, ela te sairá bem, e a luz brilhará em teus caminhos.” Jó 22:28. |
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sábado, 9 de janeiro de 2010
ESCREVE A VISÃO
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domingo, 29 de novembro de 2009
O FIM DA RAZÃO 1
POR LUCIANA HORATA
No meio pentecostal é muito comum vermos as pessoas supervalorizarem o mover do Espírito na igreja. Eu não entendo bem o porquê, mas elas tendem a associar isto ao fim de qualquer racionalidade humana. É como se pensassem que quando Deus regenera nosso coração, no “contrato” esteja o aniquilamento do nosso cérebro, da nossa capacidade de raciocinar, discernir e compreender as coisas.
Existe um sofisma de que, após o novo nascimento, a razão é aniquilada e então, Deus passa a pensar no nosso lugar. Tudo o que precisamos fazer, segundo esse pensamento, é entrar numa espécie de “estado vegetativo da mente” onde não precisamos compreender nada, mas tudo é apenas “recebido” por uma suposta “revelação” por osmose.
Viver pela fé, para alguns, virou sinônimo de viver na ignorância.
É evidente que tais pessoas se munem de uma meia dúzia de versículos fora dos seus contextos, para serem “bíblicas” nas suas declarações (se é que se pode chamar assim). Elas afirmam: “Paulo desprezou o conhecimento que possuía, considerando-o como esterco por causa do evangelho” (Fp 3.8). Ou mesmo: “ele disse que a sua pregação não consistia em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em manifestações do Espírito e de poder” (1 Co 2.4)
Mas o que Paulo queria de fato dizer com estas afirmações? Que não há poder nas palavras? Que é apenas através da manifestação dos dons espirituais que o poder de Deus é demonstrado? Que o conhecimento das coisas naturais é desprezível? Que a Palavra de Deus é sem sentido, sem lógica, totalmente irracional e jamais poderá ser compreendida pela mente?
De forma alguma! A Palavra de Deus é completamente lógica, cujo significado é “coerência de raciocínio, de idéias”.
Deus não é incoerente nos seus pensamentos. As coisas de Deus não são “sem lógica”, como alguns pensam e declaram. Elas podem até ser loucura, mas não para nós, pois é “para os que se perdem que o são” (2 Co 2.13).
Acontece que nós ficamos tanto tempo com as nossas mentes “corrompidas pelo engano do pecado”, que só mesmo lavando-a bem com a Palavra de Deus é que poderemos experimentar o sobrenatural como algo natural, discernindo bem todas as coisas e assimilando os pensamentos de Deus.
Na verdade, o problema não está na Palavra ou no caráter de Deus, como se estes fossem enigmas indecifráveis”. O problema está no quanto estamos envolvidos na dimensão primária para a qual fomos criados: a espiritual. Quanto mais apegados às coisas espirituais, mais “naturais” elas nos parecerão, pela familiaridade gerada pelo contato contínuo com o Espírito Santo. É por isso que Paulo afirma:
As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. (1 Coríntios 2.13)
Paulo andava numa realidade diferente da qual estamos acostumados e nos incita a desejar isso. Ele nos convida a comparar coisas espirituais com espirituais. Perceba que, geralmente, Jesus usava parábolas, fazendo comparações entre coisas naturais e espirituais, para que por meio das coisas que se vêem, pudéssemos compreender as que não são visíveis. No entanto, ele estava lidando com pessoas que ainda não eram nascidas de novo.
Na carta aos coríntios, o apóstolo Paulo eleva o nível de compreensão do crente a outro patamar! Ele revela que é chegado o tempo de compararmos coisas espirituais com espirituais, e não mais naturais, e por quê?
Porque “o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (2 Coríntios 2.15,16b).
Aleluia! É uma verdade esclarecedora o fato de termos a mente de Cristo. Perceba que a Palavra não diz que nós apenas temos o coração de Cristo ou somente somos o seu corpo, mas também que temos a sua mente!
O que Paulo estava dizendo era simplesmente que, agora que temos a mente (o intelecto, as faculdades inteligentes) de Cristo, somos convocados a expressar os seus pensamentos, a ver a vida de uma nova perspectiva, não limitada, não natural ou carnal, mas sob uma perspectiva eterna, usando para isso, o nosso entendimento.
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O FIM DA RAZÃO 2
Por Luciana Honorata
É por meio do pensamento, do raciocínio, que compreendemos e aceitamos a Palavra de Deus. Foi Jesus mesmo quem falou que “o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra” (Mt13.23). Ora, como compreenderíamos a Palavra sem que usássemos a mente para tal?
A Palavra também nos ensina que éramos “inimigos de Deus no entendimento” (Cl 1.21), e que os que estão no mundo estão “entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus, pela ignorância que há neles” (Ef 4.18). Isso nos mostra que a razão é uma peça fundamental para as coisas no Reino de Deus, pois era a falta de entendimento que nos separava de Deus, pois estavamos cegos, sem perceber a luz da Palavra guiando-nos ao Pai (2 Co 4.4)
Além disso, a Bíblia nos exorta a “amar a Deus... de todo coração, com todas as nossas forças, de toda a alma e com todo o ENTENDIMENTO” (Mc 12.30). Concluímos, portanto, que uma das regras básicas do Reino, é que devemos amar a Deus também de forma racional, e não apenas emocional.
Paulo mesmo orientou os Romanos a prestarem um “culto racional” a Deus e a que fossem transformados pela “renovação da mente”, porque só assim poderiam experimentar a vontade dele.
Pergunto-me sempre quantos dos nossos irmãos “espirituais” não se escandalizariam com as assertivas de Paulo se meditassem profundamente nelas! Veja que ele não tentou espiritualizar o mandamento mais do que ele já é, mas de forma clara e direta, orientou: é através da renovação da mente que podemos alcançar a manifestação da vontade de Deus em nós.
Você não acha curioso o fato de Paulo não ter dito algo como: “alimentem cada vez mais a fé de vocês, e irão experimentar a vontade de Deus” ou “cuidem dos seus espíritos e procurem ser usados nos dons, e vão experimentar a vontade de Deus”. Não! Ele disse: substituam os pensamentos errados que vocês têm, pelos certos que Deus apresenta, e experimentarão a vontade de Deus. Sejam racionais, sim!
De forma racional, decidimos ou não santificar-nos apresentando os nossos corpos como sacrifício vivo a Deus. Essa não é uma escolha inconsciente ou irracional, pelo contrário, é uma decisão que envolve pensamentos, raciocínios, choque entre idéias e vontades, uma verdadeira análise da relação “custo-benefício”, onde temos o poder de escolher não pecar, porque sabemos os prós e contras dessa decisão.
É certo que a razão é uma dádiva de Deus! Devemos então usar dela para nosso próprio benefício, assim como é recomendado que façamos com todos os dons divinos concedidos a nós. É uma escolha pessoal fazer uso dela de forma apropriada e honrosa.
O que não devemos, entretanto, é limitar o agir de Deus por nós e através de nós, quando as suas direções parecerem improváveis. Creio que esse deva ser o nosso maior cuidado. Podemos ser uma bênção para o Reino e para as pessoas quando decidimos obedecer a Deus, ainda que momentaneamente não estejamos compreendendo algumas direções, contudo, andar à deriva não deve ser a regra pela qual conduziremos a nossa vida, pois Deus nos deu a capacidade de pensar e escolher, criar e governar, e é seu desejo que sejamos exatamente aquilo que ele nos criou para ser.
Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes (não te detenhas) no teu próprio entendimento. Provérbios 3:5
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